
Apagam-se as luzes, no silêncio premeditado, esvoaçam anónimas vibrações de aplausos inúteis e inglórios. Sobre mim, cai o pano da verdade, a alma fica a descoberto revelando a pura nudez da minha essência. Lentamente as emoções e os sentimentos verdadeiros são resgatados da mentira obscura. Recolho-me no exíguo camarim do meu âmago, caracterizo-me de mim, revejo-me no espelho do tempo, e deixo de ser aquilo que quero ser, para ser o que sou. Desenlaço das mãos a inocência que escondo, quando me defendo das falsas luzes da ribalta. Acendo a ternura do meu olhar e experimento a liberdade de rir, chorar e gritar sem guião. Protegida, na cumplicidade da escuridão, solto o pesado ónus da minha existência, desato as amarras que me confinam os movimentos, inverto a história, e fujo da realidade artificial que me inventaram. Descubro então, a espontaneidade do meu sorriso, quando saio airosamente pela porta principal dos meus sonhos e vou ao teu encontro...
2 comentários:
Descubro então, a espontaneidade do meu sorriso, quando saio airosamente pela porta principal dos meus sonhos e vou ao teu encontro...
respondendo à questão levantada por sua exelência, não querer descrever o amor tem dois motivos. o primeiro é que o amor é uma coisa diferene para cada um, por isso é tão especial. nem duas pessoas apaixonadas uma pela outra sentem o mesmo amor. o segundo motivo é que eu, sinceramente, e se me conhecesse saberia que me custa dizer isto, não sei o que isso é. ninguém sabe o que é. pensamos que o que vivemos agora é amor e vem um a seguir mais forte, e aí, notamos que nos enganamos.
e como eu não gosto de me enganar....
nem toda a gente pode ser igual... entusiasmaste-te ;)
beijos
entusiasmaste-te... 2ª pessoa do singular do presente do indicativo do verbo entusiasmar, flexionado também na 2ª pessoa do singular.
isto começa a ficar ineressante, na medida em que parece o "circulo dos leitores"
do entusiasmar é porque dizes que achaste uma pessoa que é o oposto de ti..
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